Boa forma

"Falavam que eu era bonita, apesar de gorda. Hoje virei uma musa fitness"

Reprodução/Instagram @dietasemsofrencia
Antes e depois de Carol Mançur Imagem: Reprodução/Instagram @dietasemsofrencia

Gabriela Ingrid

Do UOL

23/08/2017 04h10

Carol Mançur, 25 anos, sempre descontou sua ansiedade na comida. A analista de marketing conta que chegou a pesar 94 kg quando tinha 18 anos. A insatisfação com sua imagem a fez pegar pesado na malhação e emagrecer 25 kg em um ano.

Mas mesmo após a mudança, a carioca só aprendeu a gostar do seu corpo com a ajuda do Instagram. Ela criou o perfil Dieta sem Sofrência, que já tem 111 mil seguidores. Abaixo, leia o depoimento que ela deu ao UOL, contando sobre seu processo de emagrecimento:

“Até os 9 anos eu era muito magra, mas comia de tudo. Foi somente aos dez que comecei a ganhar muito peso. Hoje, com a terapia, descobri que a culpa era da minha ansiedade. Minha mãe tinha passado por uma depressão e eu acompanhei isso muito de perto. Na época, eu também estava fazendo um tratamento para bronquite com remédios que contribuíam para o ganho de peso. Meu pais viam meu sofrimento e achavam que me deixariam mais feliz com bolachas e doces. Foi uma verdadeira bola de neve...

Eu lembro que também fazia ginástica rítmica e sofria bullying da própria professora. Ela me chamava de gorda, me pesava na frente das alunas para dar o exemplo do que elas não deveriam ser. Isso me deixava triste e fazia com que eu comesse mais ainda.

O ápice veio na época do vestibular, quando cheguei a pesar 94 kg. Eu comia uma lata de leite condensado todo dia para estudar (isso quando não misturava com achocolatado). Foi justamente nessa época que meu peso começou a me incomodar mais. Além de não achar roupas que servissem, todas as meninas namoravam, menos eu, e ainda ouvi de um menino que eu era apaixonada: 'Você é bonita, pena que é gorda'. Aquilo me machucou demais.

Cansada do meu corpo, aos 20 anos decidi mudar e estabeleci metas de exercício

Coloquei como objetivo que caminharia todos os dias 100 minutos. Aos poucos, comecei a correr meio minuto, um minuto, dois minutos. Ainda encontrei um personal trainer de boxe e comecei a lutar. Na época, a alimentação continuou a mesma. Arroz, feijão, farofa, batata. Eu só cortei o doce.

Deixei para me pesar só depois de duas semanas. Quando subi na balança, até chorei: tinha perdido 6 kg. Um ano depois eu já tinha perdido 25 kg. Fazia funcional, boxe e corrida e, aos 21, fiquei com o corpo que sempre quis ter.

É claro que, mesmo perdendo tantos quilos, o tipo do meu corpo continuou o mesmo: com culote e peito pequeno. Foi aí que entrou a importância do meu perfil Dieta Sem Sofrência. O criei em 2016 para falar do meu dia a dia e acabei entendendo ali, com a ajuda das minhas seguidoras, a importância de me amar e amar meu corpo.

Eu nunca gostei de mim. Na hora de tomar banho, eu tirava roupa sem olhar para o espelho. Demorei para entender que meu tipo físico sempre seria o mesmo, mas no Instagram eu percebi que poderia ajudar muitas pessoas e que teria que dar o exemplo. Quanta gente é infeliz consigo mesma? Eu precisava mudar isso, então comecei a olhar para mim e a gostar do que via. Parei de falar mal do meu corpo e comecei a elogiá-lo. Via mais os benefícios do que tentar achar um defeito.

E é óbvio que ser saudável é uma luta diária. Depois de engordar 9 kg novamente no começo desse ano, sentir minha pele mais oleosa e ter mais sudorese, descobri que tenho hipotireoidismo. Comecei a tratar e está tudo controlado. Hoje entendi que os alimentos são fundamentais para tudo, muda você completamente.

Eu nunca vou deixar de comer a pizza e o hambúrguer, mas aprendi a ter uma rotina alimentar. Como de três em três horas, poucas porções e alimentos de qualidade. É saber se permitir de acordo com as oportunidades. É isso que eu quero passar para as meninas de forma bem-humorada, como se fosse de amiga para amiga.

A palavra que define isso é gratidão. Eu ajudo minhas seguidoras com a minha motivação, coisa que eu não tive quando emagreci. Faço elas sentirem que não estão sozinhas. Isso é o mais importante.

 

 

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