Vida saudável

Babá eletrônica para pais com surdez é desenvolvida por brasileiros

Arquivo pessoal
Ana Caline Escarião, 28, com a "Buátech": a pulseira vibra quando o bebê chora, alertando, assim, os pais com surdez Imagem: Arquivo pessoal

Gabriela Ingrid

Do UOL

30/08/2017 16h08

As dificuldades sentidas por pessoas com deficiência auditiva no dia a dia não são novidade. Além dos obstáculos na vida em sociedade por falta de acessibilidade, pouco se fala dos problemas encontrados em casa. Você já pensou em como os pais fazem para saber se o bebê está chorando durante à noite, por exemplo? A paraibana Ana Caline Escarião, 28, não só pensou como também encontrou a solução.

Depois de ver como amigos surdos sofriam para cuidar de seus filhos, a designer desenvolveu uma babá eletrônica que avisa por meio de uma pulseira vibratória quando o bebê está chorando. O projeto foi o primeiro do Campus IV da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) a ser patenteado.

Muito antes de entrar na faculdade, Ana via todas as dificuldades que suas primas surdas enfrentavam. “E isso para qualquer atividade cotidiana, como comprar uma comida ou ir ao hospital”, disse ao UOL. Quando chegou na hora de fazer o TCC, a jovem decidiu fazer algo no universo do design inclusivo, principalmente produtos para pessoas com deficiência auditiva.

“Depois de muita pesquisa, lembrei das babás eletrônicas, que mesmo em vídeo demandavam total atenção dos pais, ou seja, eles nem podiam dormir”, explicou Ana. “Até o momento de terminar o TCC, não existia no Brasil nenhuma babá eletrônica voltada para deficientes auditivos. Então eu tive a certeza que eu realmente deveria fazer esse produto.”

Ana se juntou a dois mestrandos de engenharia elétrica Higo Thaian e Danilo Cavalcanti, que ficaram responsáveis por desenvolver a parte tecnológica, e criou a "Buátech". O produto funciona da seguinte maneira: a babá eletrônica fica presa junto ao berço da criança e um dispositivo semelhante a um relógio, no pulso dos pais. O microfone acoplado na babá capta somente o som do choro do bebê no ambiente e envia um sinal para a pulseira, que vibra. “Além da visão, o sentido mais aguçado do surdo é o tato, por isso pensamos na vibração como solução”, diz Ana.

Também foram feitas várias filtragens de sons, para a babá somente captar o som do choro do bebê. “Só assim o produto não incomodaria a pessoa com deficiência auditiva durante o sono. Imagine você ter que acordar todas as vezes em que houver qualquer barulhinho no quarto, do cachorro latindo ou carro passando?”, reflete a designer. E as vantagens do produto não param por aí. Os componentes para a sua criação são baratos, fazendo com que seu preço no mercado seja bem acessível.

Ainda na fase final de teste, a previsão é que a “Buátech” fique pronta até o fim do ano e chegue ao mercado em 2018. “Agora estamos tentando um financiamento para colocar o projeto no mercado. Vamos abrir uma startup para fabricar o produto ou fazer um licenciamento da patente pra alguma empresa fabricá-lo”, completa.

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