Boa forma

"Antes só queria tanquinho, hoje me cuido por amor", diz Rachel Apollonio

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Imagem: Reprodução/ Instagram

Maria Júlia Marques

Do UOL, em São Paulo

10/09/2017 04h15

Na busca por perfis fitness, você provavelmente já deve ter passado pelo feed da Rachel Apollonio no Instagram. Ela tem 1,4 milhão de seguidores e mostra sua rotina com esportes, viagens e a busca pelo equilíbrio na dieta. É claro que online tudo é lindo, mas ela também já sofreu com haters e flertou com a depressão antes de descobrir ter hipotireoidismo. Hoje ela sente que vê a vida com outros olhos e contou ao UOL seu caminho.

“Eu nasci no esporte, é uma paixão mesmo. Desde pequena me enfiava em tudo que tinha na escola, fiz até karatê. Mas o que eu amava mesmo era vôlei, joguei por sete anos. Era uma coisa minha, sabe? Naturalmente, eu buscava por esportes e sempre sentia muito prazer em estar ali suando.

No colegial, comecei a fazer musculação e fiquei viciada, achava muito legal --mas hoje em dia detesto. O problema era que não sabia nada sobre estilo de vida saudável.

Para ter uma ideia da bagunça, eu comia pão com manteiga antes do treino e achava que estava arrasando, ainda mais na adolescência, que o metabolismo funciona que é uma beleza.

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Mas o tempo passa, entrei na faculdade e me arrisquei a fazer engenharia. Meu corpo foi mudando, já não tinha mais tanto tempo para malhar e, quando vi, estava bem acima do peso que costumava. Achei que era hora ir pela primeira vez na nutricionista.

Na consulta, levei um susto! Vi que não tinha noção de nutrição, achava normal comer croissant de frango com catupiry todo dia nas aulas. Resolvi que precisava fazer algo por mim.

Hora de mudar e focar na saúde

Eu era falsa magra, parecia que estava saudável, mas tinha percentual de gordura lá no céu. Tranquei a faculdade e fui fazer teatro, o que me deu tempo para cuidar das redes sociais e fazer dieta.

Meu “projeto” começou quando fui a um nutricionista que me desafiou a fazer um programa de seis semanas mudando meus hábitos. Óbvio que topei. Não era nada maluco, não passava fome, só aprendi a comer nos horários certos, fazer as escolhas corretas. Tenho que agradecer minha avó que me ajudou a cozinhar tudo.

Me empolguei, virei a louca da marmita e levava até para balada. Quando vi, já estava normal ir todo dia correr no parque ou fazer trilhas por prazer nos sábados.

No desafio, perdi sete quilos em 40 dias. Mostrei nas redes que era possível. Foi uma exposição natural, não tinha vontade de ser musa fitness, mas era o que estava vivendo e muita gente acabou gostando e se animando comigo. 

O pique na dieta e nos exercícios dura até hoje?

Confesso que pela dieta eu já tive mais amor. Agora eu aprendi a comer e não me restrinjo. Se tiver vontade, eu me permito, ainda mais se for viajando, que você quer aprender mais da cultura. Caso coma só um pouquinho de besteira nem me preocupo. Mas se foi muito trash, tento fazer na sequência um dia detox com sucos ou um treino em jejum que, para mim, funciona muito bem.

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Cardápio? Costumo tomar de manhã café preto, banana com chia e pasta de amendoim. No pós-treino, dois ovos mexidos, almoço salada variando a proteína. Lanche da tarde pode ser uma frutinha e de jantar eu adoro japonês, opto por um sashimi.

Já os exercícios físicos para mim são como escovar os dentes. Se não faço, fico incomodada o dia inteiro, com a sensação de que pulei uma atividade importante.

Me jogo em tudo: amo surf, lutas, dança, escalada. Só não me arrisco no futebol, com os pés sou péssima. Faço um pouco de tudo para variar e aprender, mas se pudesse recomendar um para tonificar, seria o vôlei de praia, deixa com coxas lindas.

Quando estou em casa a semana toda treino muay thai três dias e faço funcional na praia nos outros dois. Os fins de semana eu deixo para descansar, mas se alguém me chamar para uma corridinha não nego!

Se viajo, tento acordar meia hora antes dos compromissos para correr na esteira do hotel. Ou levo uma corda na mala para conseguir suar um pouco no quarto. Mas não é uma regra. Na última viagem, para Inglaterra, fiquei lá cinco dias e só treinei em dois. O importante é sempre tentar!

Tudo ia bem, menos os haters e a tireoide

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Há mais ou menos dois anos, tive a fase superfitness, cheguei a ter 13% de gordura no corpo. Mas como a vida nem sempre é fácil, passei por um momento traumático de fim de relacionamento, foi uma exposição bizarra, muita opinião para pouca rede social, mexeu comigo [em 2015, Rachel e Erasmo Viana terminaram, após ele assumir o romance com Gabriela Pugliesi].

 Ano passado senti que estava mal. Parecia que flertava com a depressão, tinha muito sono, ficava na 'bad vibe' e mesmo fazendo dieta não emagrecia. Meu peso normal era 64 kg e o ponteiro da balança já estava chegando no 72. Comecei a receber uma chuva de crítica online, o que não ajudou nada. As pessoas me julgavam, queriam que eu fosse musa fitness.

É uma coisa maluca, as pessoas não têm noção o quanto nos afetam. Eu em casa com problemas de saúde, chorando, e comentários nas minhas fotos cobrando por magreza.

Acabei indo ao endócrino e ao ver meus hormônios descobri que tinha hipotireoidismo. Minha tireoide estava trabalhando lentamente e meu metabolismo ficou preguiçoso. Por isso, as alterações no humor e no peso.

O momento foi um divisor de águas para mim. Antes eu tinha uma mentalidade de querer um corpo bonito, queria tanquinho. Hoje eu penso nos nutrientes que estou ingerindo, imagino um cuidado comigo, um amor pelo meu corpo independentemente da forma dele, entendi que o importante é se cuidar com carinho.

Outra coisa que ajudou a mudar minha vida foi a ioga e os livros do Osho [líder espiritual indiano]. Mudei o jeito de viver. Pegava os ensinamentos da aula e aplicava em tudo. Me lembro que uma vez falaram que eu não precisava precipitar os pensamentos, que eu devia pensar no presente e me sentiria segura. Eu colocava estas frases na cabeça, assim parei de sentir medos desnecessários e entendi melhor a vida.

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Cheguei a praticar ioga três vezes por semana. Hoje não consigo fazer todos os dias, mas pelo menos uma vez eu pratico. É um momento meu, posso fazer sequências até quando viajo. Me ajuda a refletir.

Agora estou com força total no meu canal do Youtube. Quero poder dividir tudo com os seguidores. Os passeios, os esportes, a adrenalina, as viagens... Espero ser cada vez mais próxima do público para trocarmos histórias, conhecimentos. Menos dos haters.

 

Uma publicação compartilhada por Rachel Apollonio (@rachelapollonio)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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