Vida saudável

Terapia genética para câncer é promissora, mas tem efeito colateral grave

Reprodução
Micrografia de um escaneamento de elétron de um célula T Imagem: Reprodução

Do UOL

19/09/2017 13h02

Em agosto, o FDA (agência que regula medicamentos nos EUA) aprovou a primeira terapia genética contra células cancerígenas. O objetivo do tratamento é reestruturar o sistema imunológico do paciente para atacar o câncer.

Tem alguma dúvida sobre a saúde do seu corpo? Mande sua pergunta para o e-mail pergunteaovivabem@uol.com.br que nós encontraremos os melhores especialistas para respondê-la.

No entanto, essa nova terapia traz novos desafios para os oncologistas. Um deles são os graves efeitos colaterais do método descobertos por especialistas do MD Anderson, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e publicados no periódico "Nature Reviews Clinical Oncology", nesta terça-feira (19).

No artigo, os cientistas analisaram achados de outros estudos realizados em vários centros de pesquisa, bem como informações de mais de 100 pacientes tratados no próprio MD Anderson.

Chamado de Cart-CEll, o tratamento aprovado pode ser destinado para adultos e crianças com LLA (leucemia linfoide aguda). Os cientistas editam o DNA do linfócito T com um antígeno que reconhece o tumor. Segundo estudos clínicos, 83% não apresentaram sinais da doença após o tratamento.

Embora essa terapia tenha uma ótima resposta, o artigo ressalta que ela também é mais tóxica e tem um quadro de efeitos colaterais não visto nos tratamentos convencionais.

Um desses efeitos observados pelos cientistas é a síndrome de liberação de citoquinas (SIR), uma resposta imune que causa sintomas semelhantes à gripe, mas que pode ser fatal para os pacientes.

Outro efeito colateral é relacionado à toxicidade neurológica, que os pesquisadores deram o nome de síndrome de encefalopatia relacionada a células CAR-T (CRES), que pode levar a um inchaço letal no cérebro.

Segundo o artigo, esses efeitos são tratáveis, principalmente quando identificados precocemente. Os cientistas, inclusive, sugerem um teste simples capaz de avaliar a toxicidade do cérebro após a terapia.

O paciente deve realizar tarefas simples para avaliar sua cognição. Primeiro, precisam dizer ano, mês, cidade, hospital e presidente do seu país de origem; depois, falar três objetos próximos e, por fim, escrever uma sentença padrão e contar de 100 para trás em dezenas.

Se o paciente completar as tarefas, sua cognição é considerada normal pelos especialistas. No texto do artigo, os pesquisadores citaram o caso de paciente que teve a toxicidade tratada precocemente após a terapia porque foram identificados problemas na escrita.
 

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