Vida saudável

Ficar sem dormir tem o mesmo efeito no cérebro que beber demais

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Do UOL

08/11/2017 10h56

Privar-se de sono não só engorda como também enfraquece o funcionamento dos neurônios do cérebro, de acordo com um novo estudo. Isso pode causar lapsos de memória e problemas de concentração, podendo ser comparado ao cérebro de alguém bêbado, segundo os pesquisadores.

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“Nós descobrimos que privar o corpo de sono tira dos neurônios a habilidade de funcionar adequadamente”, disse o líder da pesquisa Itzhak Fried, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. “Isso causa lapsos cognitivos de como nós percebemos e reagimos ao mundo ao nosso redor.”

Fried e seus colegas estudaram 12 pacientes que estavam se preparando para fazer uma cirurgia de epilepsia. Cada voluntário deveria categorizar uma série de imagens o mais rápido possível, enquanto os pesquisadores mediam a queima de neurônios no cérebro. No total, a atividade de quase 1500 células foi gravada.

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Ficar sem dormir enfraquece e diminui a atividade dos neurônios Imagem: iStock

O estudo, publicado no periódico “Nature Medicine”, descobriu que, nos indivíduos que estavam mais cansados, a atividade dos neurônios diminuiu e perdeu força. Parece que ficar sem dormir interfere na habilidade dos neurônios em traduzir o que está sendo visto em pensamentos coerentes, da mesma forma que um motorista cansado demora para reagir a um pedestre atravessando a rua.

Durante os testes, os pesquisadores também notaram ondas parecidas com o sono. Elas interromperam partes do cérebro, como se certas áreas estivessem dormindo e causando lapsos mentais de concentração, enquanto outras partes do cérebro continuavam funcionando normalmente.

Apesar de a amostra ter sido pequena, o estudo mostrou como a falta de sono pode afetar o cérebro. “Estamos fascinados em observar como a privação atrapalha a atividade cerebral”, disse um dos autores Yuval Nir. “Diferente da reação normal, que costuma ser rápida, os neurônios responderam de forma lenta e fraca, e suas transmissões demoraram mais do que o normal.”

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