Comportamento

#MeToo: Usuários questionam se Facebook esconde denúncias do feed de homens

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A partir da #MeToo, mulheres denunciam suas experiências com abuso e assédio sexual Imagem: Getty Images

do UOL, em São Paulo

18/10/2017 12h54

A campanha #MeToo, que se tornou viral nas redes sociais depois de um post no Twitter feito pela atriz Alyssa Milano no último domingo pedindo a mulheres que já foram vítimas de abuso e assédio sexual que apenas respondessem o equivalente a "Eu também", revelou o quanto é comum a violência contra a mulher.

No entanto, algumas usuárias apontaram nesta terça, 16, que a hashtag pode ter perdido visibilidade na linha do tempo dos homens em outra plataforma, o Facebook.

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É o caso da americana Lauren Stephenson, que fez uma comparação entre seu feed de notícias e o do cunhado, Dan Shapiro. No dela, era possível ver mais de 60 menções à hashtag e apenas após 5 minutos de rolagem da página ela encontrou um post de um assunto não-relacionado. Já no dele, só após 8 minutos procurando por posts relacionados ela encontrou 7 menções.

"Todo o objetivo desta conversa e da hashtag — como muitas outras nas mídias sociais — é expor um problema importante para aqueles que não estão cientes deles. O Facebook está ativamente, mesmo que inadvertidamente, impedindo que isso aconteça", escreveu Laura.

Ela ainda relembra o questionamento feito durante as eleições de 2016 nos EUA sobre o algoritmo do Facebook. À época, diversos setores da sociedade americana debateram não só a dispersão de notícias falsas nos perfis, como também o quanto a plataforma teria influenciado o resultado da votação ao mostrar aos eleitores conteúdos com os quais ele já teria familiaridade, com base em sua rede de amigos; o que teria reforçado visões que já estariam estabelecidas em vez de incentivar o contraste entre elas.

"O Facebook continua a insistir na sua inocência de neutralidade e não nos oferece ferramentas para remediar esta situação". Ela ainda pediu: "No mínimo, nos deem a opção de ver todos os nossos amigos e páginas que escolhemos seguir em ordem cronológica, como no Twitter". 

Em sua Central de Ajuda, o Facebook explica como funciona a distribuição de conteúdos na linha do tempo: "As histórias mostradas no seu feed de notícias são influenciadas pelas suas conexões e atividade no Facebook. Isso o ajuda a ver mais histórias que lhe interessam de amigos com quem você interage mais. O número de comentários e likes que um post recebe e que tipo de foto é (por exemplo: foto, vídeo ou um status) também podem fazer [com que um conteúdo] seja mais provável de aparecer no seu feed.

"Se você acha que está perdendo histórias que gostaria de ver ou vendo aquelas que não gostaria, pode ajustar suas configurações", diz ainda o post. A orientação do Facebook é que o usuário também confira se está olhando o feed de conteúdos mais recentes ou apenas as chamadas top stories, com assuntos mais discutidos.

O questionamento de Laura levantou um importante alerta sobre como se usa as redes e se ajusta as configurações dos perfis, já que 250 milhões de pessoas discutiam o assunto no Facebook na segunda-feira, segundo o jornal "Los Angeles Times".

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