Diversidade

Mulheres plus size, cis e trans, e homem celebram a autoestima em ensaio

Murilo Mendes/Skol
Gabriel Seabra, Genize Ribeiro, Magô Tonhon e Érika Theodoro Imagem: Murilo Mendes/Skol

Do UOL

09/02/2018 09h41

Entre debates sobre o “projeto verão” de cada um, quatro personagens celebram a variedade de corpos e referências em clima de carnaval. Com curadoria da jornalista e blogueira do UOL Flávia Durante, Genize, Gabriel, Magô e Erika foram pintados pelo artista Douglas Reder para uma campanha pela autoestima e diversidade da marca de cervejas Skol.

Desde o ano passado, ele toca, com o irmão Vantees, também artista, o projeto Entretes, que busca encontrar a beleza e a essência dos diversos corpos por meio da pintura corporal e outras experimentações. Para ele, o Carnaval é quando todos estão mais soltos e abertos a ter mais diálogo. "É uma época de mais liberdade e aceitação, perfeita para falarmos e inspirarmos mais pessoas", finaliza.

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Empoderada

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Imagem: Murilo Mendes/Skol
Em seu processo de aceitação, a professora e atriz Érika  Theodoro, de 37 anos, participou, de biquíni, da campanha de verão de 2017 da marca. “Eu vinha, desde 2013, aceitando meu cabelo crespo e meu corpo e tentando entender quem eu realmente era. Quando a campanha aconteceu tudo foi construtivo, até mesmo os haters. Mesmo as críticas das pessoas que questionavam uma mulher negra e gorda na campanha não me atingiram e, com isso, entendi que estava no caminho certo, havia me encontrado como mulher e sentia orgulho disso", conta Érika.

Xô, gordofobia!

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Imagem: Murilo Mendes/Skol
Gorda desde criança, a modelo plus size Genize Ribeiro, 26 anos, sempre sentiu o preconceito. Foi no fim da faculdade de jornalismo que teve contato com o termo gordofobia, que guiou seu trabalho. Foi a eventos e conheceu pessoas que acabaram direcionando-a para a carreira de modelo plus size.

 "Quando você é gordo as pessoas acham que o seu corpo é público e está lá para ser apontado. As pessoas te abordam na rua para falar de dietas e chás milagrosos quando, na verdade, elas precisam entender que isso como o racismo e a homofobia é ofensivo, por isso é importante falarmos do tema".

Mulher trans, sim senhora

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Imagem: Murilo Mendes/Skol
A arquiteta urbanista Magô Tonhon, 31 anos, sempre sentiu a pressão das pessoas que a viam como um menino e queriam que ela se visse da mesma forma. Irmã gêmea de um homem cis, Magô sempre teve sua relação com seu corpo como algo em questão. 

O quadril, característica associada ao feminino, fez com que ela quisesse esconder e até pensou em remove-lo com cirurgia. A negação, no entanto, virou um processo de positivação quando ela entendeu que era uma mulher trans.
"Não teremos a potência para representar a pluralidade de todos, mas é necessário redesenhar as referências de corpo e de beleza. Se eu tivesse nascido uma geração mais tarde talvez tivesse sido mais fácil se eu visse pessoas como eu, mas estou cada vez mais perto de ser a pessoa que sempre sonhei para mim", afirma.

Celebração a todo tipo de corpo

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Imagem: Murilo Mendes/Skol
O DJ Gabriel Seabra, 29 anos, participou da ação SKOLORS que celebrava a diversidade dos tons de pele em latas comemorativas. Há 7 anos em São Paulo, Gabriel diz estar se conectando com ele mesmo e se o a cada dia, algo que era mais difícil de fazer quando morava no interior.

"Em SP venho desconstruindo minha sexualidade e a relação com meu corpo. É um processo de descoberta e empoderamento que acaba te aproximando dos outros". Hoje ele faz parte do Coletivo Revolta da Lâmpada, que discute a liberdade dos corpos. "Tem sido ótimo, há alguns anos jamais me imaginaria vivendo isso, usando um maiô e tocando para mais de 150 mil pessoas como aconteceu em um bloco de carnaval no último fim de semana", diz.

A curadora

No projeto, Flávia Durante, exercitou seu olhar natural para a diversidade e comemora que cada vez mais marcas estejam falando sobre este tema: “é preciso reforçar que essas pessoas, até então esquecidas, consomem também carros, móveis, serviços bancários... É preciso ser diverso, um lugar apenas com gente igual é chato. Incluir todo tipo de gente traz a diversão", afirma.

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