Moda

Grife da ex de Harvey Weinstein tem futuro incerto após denúncias de abuso

Pascal Le Segretain/AFP/Getty Images
O produtor de cinema Harvey Weinstein com a ex-mulher, a estilista Georgina Chapman, na festa pós-Oscar 2017 da revista Vanity Fair Imagem: Pascal Le Segretain/AFP/Getty Images

do UOL, em São Paulo

17/10/2017 10h37

A Marchesa, grife que já vestiu famosas como Rihanna, Olivia Wilde, Kate Hudson, Blake Lively, Sandra Bullock e mais ao longo dos anos, está em apuros após as denúncias de abuso sexual feitas por celebridades contra o produtor Harvey Weinstein.

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Georgina Chapman, uma das fundadoras e diretoras criativas da Marchesa, era casada com Weinstein até o caso vir a público. Ela anunciou sua separação — o que não impediu que a marca se visse em uma situação complicada.

A Marchesa tem dois pilares sólidos no mercado: o primeiro é sua linha para noivas. Já o segundo era sua representatividade forte nos tapetes vermelhos; o que inspirava consumidores de luxo. Famosas vestiam a grife em premiações influenciadas por Harvey Weinstein e os experts do universo fashion questionam se nomes como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow, duas das atrizes agredidas pelo produtor, usariam Marchesa em público novamente.

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Sofia Vergara no Oscar 2016 em Marchesa Imagem: Getty Images

Tanto a representante da maison quanto uma de Weinstein negaram ao site especializado em moda "Women Wear's Daily" que ele esteja envolvido com o negócio da ex. No entanto, as principais multimarcas que vendem a grife, incluindo Saks Fifth Avenue, The Knot e Neiman Marcus, decidiram não comentar oficialmente os possíveis efeitos do escândalo em sua parceria comercial.

Já a Bergdorf Goodman falou, através de Linda Fargo vice-presidente sênior do núcleo de moda da companhia, que a parceria entre as duas marcas é forte. 

"Fomos a primeira loja a escolher [Marchesa] quando foi lançada em 2004. Temos sido apoiadores ávidos do trabalho de Georgina e Keren [Craig, sua sócia] desde o começo e esperamos continuar apoiando a marca no futuro".

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O consultor de marcas Martin Lindstrom, autor do livro “Small Data: The Tiny Clues That Uncover Huge Trends” ("Informação nos detalhes: Pequenas pistas que revelam grandes tendências", em tradução livre do inglês) enxerga problemas a frente para a Marchesa.

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Olivia Wilde veste Marchesa no Globo de Ouro em 2011 Imagem: Getty Images

"Harvey gastou muito tempo promovendo a marca de Georgina com atrizes no tapete vermelho. Meu entendimento é que a marca não tem um orçamento imenso para fazer marketing, eles confiaram em um boca a boca que agora se foi. Mesmo que haja distância entre ela e o ex-marido agora, a Marchesa não estava estabelecida como uma grande marca mainstream [ainda]. Então é tudo incrivelmente frágil neste momento. Não digo que ela vá falir, mas existe uma grande crise acontecendo", disse ao WWD.

"Eles terão que se reestruturar — reduzir empregados e distribuição — para voltar ao rumo certo nos próximos seis meses ou um ano. Acredito que haverá um impacto grande", prevê. 

Já o stylist de celebridades e ex-apresentador do "E! Fashion Police" George Kotsiopoulos afirmou ao site que consumidores fora de Hollywood podem nem estar cientes da conexão entre a Marchesa e Harvey Weinstein. 

"Se uma mulher quer um vestido bonito e o vê pendurado em uma arara, ela vai comprá-lo. [O escândalo] não deve afetar a marca. Mas se afetasse, seria uma vergonha. O que a Georgina tem a ver com isso? A empresa não é do Harvey, por que punir Keren e ela?" Ele ainda admitiu que a marca esteve muito ligada ao produtor em seu início e que ele fez um trabalho agressivo de divulgação das peças. "Mas [as atrizes] não as vestiam apenas porque Georgina era mulher do Harvey. Elas [as sócias] têm o talento também", acredita.

No entanto, George disse que ele e outros stylists podem não vestir celebridades com vestidos Marchesa por um tempo. "Mas, no fim, se for uma peça bonita e você não tiver outra coisa, vai usá-la". 

 

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