Comportamento

10 coisas que mulheres queriam ter aprendido antes de começar a vida sexual

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pés de mulher e sutiã no chão Imagem: Getty Images

Helena Bertho

do UOL

04/01/2018 04h00

Todo mundo faz sexo, mas pouco se fala do assunto. Principalmente para as meninas, que crescem ainda sob a sombra de mitos e medos. Elas iniciam a vida sexual sabendo muito pouco sobre sexo e seus próprios corpos. Com isso, muitas passam um longo tempo sem ter prazer, sendo submissas e sofrendo até abusos. Algumas contaram ao UOL o que gostariam de ter sabido lá atrás, para ter começado a experimentar o sexo de forma mais plena.

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1. "Dor não é normal"

"Para começar, queria ter sabido antes que a dor não é normal em nenhum momento. Seja na primeira ou na milésima vez transando. E que nosso corpo tem muitas áreas que estimulam o prazer". Renata Santos, 21, auxiliar de professor.

2. "Tenho um clitóris e ele é poderoso"

"Por ser criada na igreja, tinha aquela mentalidade horrorosa de que sexo é pecado. Então não fazia ideia de que precisava de estímulos, que eu posso tocar, que tenho um clitóris e ele é poderoso! Então, até começar a procurar, eu não entendia porque todo mundo dizia que era uma delícia e, para mim, era sem graça". Caroline*, 24, doceira.

3. "O prazer não é só do homem"

"Gostaria que tivessem me falado mais sobre a importância da masturbação e todos os benefícios que ela me traz. E que o prazer não pode --e, definitivamente, não deve-- ser só do homem. Os caras querem gozar, OK. Então me faça chegar ao ápice. Gostaria de ter sido educada para sentir prazer, não para somente dar". Kátia Oliveira, 29, editora de vídeo.

4. "Minha vagina não é estranha"

"Gostaria de ter uma consciência maior de que minha vagina não é estranha. Acabei me baseando em filmes pornôs, e eles vendem uma imagem de que a vagina é aquela coisinha... E a minha é muito diferente, os são lábios maiores. Eu me sentia mal com isso, sentia vergonha. Não queria que me chupasse de luz acesa! Hoje, vejo que isso é uma grande bobagem", Isadora*, 25, assessora de imprensa.

5. "Masturbação é fundamental"

"Só fui apreciar sexo quase sete anos depois de perder a virgindade, exatamente quando comecei a me masturbar e aprender sobre o prazer no meu tempo, do meu jeito. Eu era muito sexual, mas o sexo em si nunca me deixava feliz. Com o conhecimento do meu próprio corpo, fiquei mais segura e aprendi que tudo bem eu me comunicar com meu parceiro e dizer o que quero fazer, o que gosto e o que não gosto". Bia Alves, 30, gerente de vendas.

6. "Sexo é mais do que penetração"

"Teria sido legal se eu tivesse relativizado o que é a penetração. Hoje, para mim, sexo oral não é preliminar, é algo totalmente necessário. E explorar coisas novas, posições, antes da penetração, é parte essencial do sexo". Isadora*, 25, assessora de imprensa.

7. "Sexo é entrega"

"Queria ter entendido que sexo é entrega. Sem culpa nem medo de julgamento. Tudo bem transar com quem, quando e onde quiser, e conhecer meu corpo e a sensações que eu mesma posso me proporcionar. Teria tido mais orgasmos na vida! Passei uns três anos sem saber o que era se entregar de verdade". Camila Prado, 30, publicitária.

8. "Existe orgasmo clitoriano e vaginal"

"Gostaria de ter sabido mais sobre orgasmo clitoriano e vaginal, como funcionam e como melhor estimular. Além disso, queria não ter me prendido tanto no começo das minhas relações, preocupada sempre em agradar a eles e não a mim. Demorei muito para entender que o importante era eu". Gabriela Cascione, 29, turismóloga.

9. "A gente não precisa levar o sexo tão a sério"

"Acho que, basicamente, eu gostaria de ter sabido que nem sempre sexo resolve os problemas de relacionamento e que a gente não precisa levar sexo tão a sério. Ele não é sinal de intimidade. Além disso, queria saber antes que poderia me sentir gostosa, mesmo sendo gordinha". Carol Marinho, 35, advogada.

10. "A ideia de virgindade está errada"

"Fui criada de forma a valorizar a minha virgindade, que só deveria entregá-la ao homem certo, da forma certa. O problema é que me diziam que ela só seria perdida com a penetração, então desconsiderei todas as outras experiências sexuais que vieram antes. Inclusive, vivi muitas delas sem estar pronta, em situações que não queria, porque os meninos diziam que eu ainda seria 'virgem'. Queria ter sabido que minha vida sexual começou independentemente de um hímen rompido e ter estado preparada para encarar isso". Rita*, 33, produtora.

*As identidades foram preservadas a pedido das entrevistadas

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