Gravidez e filhos

Respira e não pira: aprenda a responder a pergunta "de onde vêm os bebês?"

Getty Images
Veja dicas para conversar sobre sexo com o seu filho Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Gabriela Guimarães

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/12/2017 04h00

Os pais, por mais descolados que sejam, sabem que não é fácil contar ao filho como os bebês vêm ao mundo. O complicado, para muitos, é explicar como entram na barriga da mamãe. Se for o seu caso, relaxe. De início, o principal é saber que a resposta depende basicamente da idade e do nível de compreensão de seu filho.

Veja também

Assunto proibido?

A partir dos 5 anos de idade, mais ou menos, a criança entra na fase dos porquês. Nesse momento, procure não demonstrar alarme com a pergunta, não importa a maneira como você se relaciona com o tema sexo. Procriação e nascimento são fenômenos absolutamente naturais - a dúvida de seu filho é lógica. Qualquer palavra ou gesto seu que indique que ele que tocou em um assunto “proibido”, pode contribuir para emperrar a comunicação entre vocês, o que se torna um problema na adolescência, quando será necessário conversar a respeito do uso de camisinha ou gravidez precoce, por exemplo.

Sem precipitações

A regra é: só entre no assunto quando ele perguntar. “Mais do que uma questão da idade, temos de levar em conta a demanda da criança. E isso depende em parte do momento em que ela está vivendo. Se a mãe ou alguém próxima a ela estiver grávida, é quase certo que a pergunta virá à tona. Para outras crianças, a questão surgirá naturalmente como parte de seu desenvolvimento”, diz Deborah Moss, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento humano.

Fator idade

A melhor forma de falar sobre o tema é adequá-lo à maturidade da criança, não necessariamente a uma faixa etária específica. Para crianças entre 3 e 7 anos podemos dar uma explicação mais genérica e infantil”, diz a pediatra Marcela Ferreira de Noronha, do Hospital São Luiz Morumbi. Aqui entra a história da "sementinha que o papai colocou dentro da mamãe e que foi crescendo até se tornar um bebê".

Para crianças a partir dos 8 anos a informação pode ser mais técnica. Dizer que homens têm pênis, mulheres vagina e que o espermatozoide que sai do pênis se torna um bebê ao chegar ao óvulo da mulher, que é acessado pela vagina. “Caso ocorra alguma dificuldade de entendimento, os adultos podem usar algum recurso lúdico, como imagens e livros para auxiliar na explicação”, diz Salete Arouca, psicóloga do Hospital e Maternidade Santa Joana.

As menores, de 3 ou 4 anos, se contentam em saber que o irmãozinho está na barriga da mamãe e que, depois de um tempo, ele vai sair de lá. Dificilmente ela perguntará, nessa idade, como o bebê chegou lá.

Mas e como esse espermatozoide chega lá? A explicação depende, novamente, da idade da criança. As mais novas podem ouvir justificativas do tipo “os papais fazem uma dança especial” ou “é quando eles namoram”. Já os maiores estão aptos para saber que é quando os pais fazem sexo.

Direto ao ponto

Segundo os especialistas, a idade ideal para os pais conversarem com os filhos sobre relacionamento sexual é a partir dos 8 anos. Isso não significa que se houver um questionamento sobre o assunto antes, os pais devam fazer de conta que não entenderam a pergunta. “Muitas vezes, há o receio por parte dos pais em falar sobre sexo com os filhos, no entanto, dificilmente a criança erotizará as informações transmitidas. Ao contrário, a ansiedade e curiosidade diminuirão diante das respostas recebidas”, diz Salete.

Alguns cuidados

Veja mais dicas das especialistas:

  1. Quando o momento chegar, procure não responder com outra pergunta do tipo “por que você quer saber isso?”. Seu filho pode entender como um sinal de que pisou em “terreno perigoso”.
  2. Limite-se a responder o que ele perguntou e não se estenda sobre o assunto se perceber que já saciou sua curiosidade, principalmente se ele tiver até 6 anos.
  3. Tenha cuidado para não transformar a conversa em uma palestra científica, cheia de termos técnicos. Use os mais comuns e acessíveis ao desenvolvimento dele.
  4. “Para a criança maior, não deixe de, ao final da explicação, perguntar se ela entendeu tudo ou gostaria de saber mais alguma coisa. Essa postura passa uma sensação de respeito e segurança, fortalecendo, assim, o vínculo com os pais, de forma a garantir que a ela saiba a quem recorrer em caso de novos questionamentos”, sugere a pediatra Marcela Ferreira de Noronha. 

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

O UOL está testando novas regras para os comentários. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da página. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar você concorda com os termos de uso. O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário do UOL. É grátis!

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
Blog Lado B
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo