Comportamento

Os colegas de trabalho não vão com a sua cara? Descubra se a culpa é sua

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Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Veridiana Mercatelli

Colaboração para o UOL

12/11/2017 04h00

O emprego é bom, o salário e os benefícios, também. Mas, depois de alguns meses, bate uma sensação de desconforto, a impressão de que os colegas de trabalho não se sentem bem na sua presença. A primeira pergunta que vem à cabeça é: “Será que fiz algo errado?”

Se você está passando por uma situação dessas, a dica é não tomar decisões precipitadas. Algumas sugestões de especialistas em carreira, listadas abaixo, podem ajudá-lo a sair diplomaticamente dessa saia justa.

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É comigo?

Antes de mais nada, tente perceber se outras pessoas da equipe estão se sentindo da mesma forma. Em tempos difíceis, as incertezas abalam os nervos de todo mundo e a competitividade pode fazer com que cada colaborador trabalhe focado na sua performance individual. Geralmente, quando os bons resultados começam a aparecer novamente, essa animosidade diminui de maneira espontânea. Também vale a pena pensar sobre a forma como foi feita a sua integração. Você veio substituir um colega que era muito amigo de todos? Foi devidamente apresentado às pessoas e conseguiu se enturmar? Muitas vezes, um comportamento reservado de sua parte pode ter sido interpretado pelos demais como antipatia.

Atenção aos sinais

A sensação de que ninguém vai com a sua cara no escritório pode ser pura insegurança mas, de uma forma geral, as atitudes dos colegas sinalizam se isso procede ou não. Por exemplo: depois de um tempo, ninguém o convida para almoçar, nem demonstra interesse por sua vida fora do trabalho. Ou seja, ninguém tenta estabelecer nenhum tipo de intimidade. Se isso está acontecendo, de fato, é legal pensar se você causou esse mal-estar. Algumas perguntas ajudam a esclarecer se a sensação é real ou fruto das suas fantasias:

- Você é solicitado para ajudar nas dificuldades e para dar opiniões nos projetos dos outros?

- Consegue realmente ajudar seus colegas?

- Compartilha com a equipe suas experiências, de maneira positiva e de forma educada?

- Aceita críticas e sugestões aos seus projetos?

- É tolerante com as falhas dos outros?

- Faz pequenas gentilezas, no dia a dia, com o intuito de manter um clima saudável no ambiente de trabalho?

Mea culpa

Se você respondeu “não” à maior parte das questões colocadas acima, é bem provável que tenha sido, sim, o causador do tratamento frio que hoje recebe dos colegas. E, nesse caso, não há nada melhor do que investir em uma conversa franca, para desfazer o climão. Um bom jeito de contornar a situação é aproximar-se das pessoas aos poucos e demonstrar sua vontade de se relacionar com elas. Se houve uma mancada pontual, pela qual não se desculpou, não perca tempo com justificativas e reforce que estará empenhado em fazer diferente na próxima oportunidade. Mas, uma vez decidido a conversar, prepare-se, pois o colega também terá a chance de expor o próprio ponto de vista e será preciso respeitá-lo. Se for necessário falar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, talvez a intervenção de um colaborador mais neutro, como um funcionário do RH, seja bem-vinda.

No limite

Se o caso for falta de compatibilidade com a equipe ou com o chefe, uma forma de amenizar a situação é solicitar uma mudança de área ou até de filial, se possível. Se o problema for com a empresa, analise se a organização passa por um momento de mudança e tenha paciência. Também vale sondar o mercado, para estudar novas possibilidades de emprego. Pode ser o momento de procurar um local que tenha valores e propósitos mais semelhantes aos seus. De qualquer forma, é importante não tomar decisões precipitadas, influenciadas pela emoção. Lembre-se de que os colegas do escritório não precisam ser seus melhores amigos e que ter uma relação puramente profissional não é exatamente um problema, a não ser que isso esteja impactando diretamente no desenvolvimento do seu trabalho.

FONTES: Renata Tolotti, life coach com foco em realização pessoal e profissional. Michele Souza, coach de carreira e co-fundadora da Baruki Treinamento e Desenvolvimento Humano. Claudia Santos, coach executiva, especialista em gestão estratégica de pessoas e diretora da consultoria Emovere You. Celso Braga, sócio diretor do Grupo Bridge. Paulo Cota, life e professional coach, diretor da empresa Co-laborar.

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